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Mentoria com IA: lance pequeno antes de vender o assistente

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Mentoria com IA é o projeto que muito especialista quer tirar do papel quando olha para tudo o que já gravou. A tecnologia resolve rápido. O que pesa é o jeito de colocar o assistente no ar e o que fazer depois.

Foi o assunto de uma reunião de briefing. Do outro lado estava uma mentora com um bom acervo de sessões gravadas, querendo transformar esse material em uma assistente de IA para o público dela. Um produto novo, falando em nome dela. Ela queria saber como seria o depois.

Eu disse para ela: “Isso não é ruim. A gente quer dar certo, a gente não quer estar certo. Eu sempre estou repetindo isso: a gente está pronto para adaptar e ajustar o produto, que a gente quer te ajudar a lançar algo relevante no mercado.”

Repito essa frase em quase todo projeto. A primeira versão sempre muda quando gente de verdade começa a usar.

O que entra na mentoria com IA

A primeira conversa foi sobre o material. Nem toda gravação pode virar base de uma assistente.

Perguntei: “Eu tenho direcionamento muito bem apontado: não vamos pegar essas transcrições de mentoria individual. Tem que colocar filtro na instrução, é isso? Já é o produto.”

A equipe que ia construir a assistente estava na reunião, e falei olhando para ela: “Estou filtrando, até os negativos nos orientam.”

E expliquei por que estava insistindo: “Eu estou falando isso que eu sei que vocês vão usar essa transcrição, por isso que eu estou reforçando algumas coisas.”

A assistente no topo do funil

A mentoria individual continua sendo o trabalho principal dela. A assistente entra antes.

Eu disse para a equipe: “Entendam que existe um funil de produtos. A assistente é o produto do topo do funil.”

Na mesma conversa, emendei: “Se ela entende que aquela pessoa que está conversando com ela tem coisas profundas que não conseguem ser resolvidas só ali superficialmente, ela pode falar assim: ‘Olha, eu acho que cairia bem para você procurar um profissional.'”

Para mim, esse é um dos pontos mais sérios de qualquer assistente feito a partir de um especialista. Ele precisa saber até onde vai.

MVP antes de qualquer cobrança

Alguém da equipe puxou um detalhe técnico que só faria sentido com o produto já vendendo.

Respondi: “Talvez nem é sobre isso, mas eu vou aproveitar para falar. Isso não é nesse primeiro momento, então não precisa se preocupar com isso.”

E completei: “Mas aí entra aquela questão, nossa pegada startup. Nós estamos falando de MVP. Vamos ser eficientes, entregar, e agora convidar um grupo de pessoas para testar, e a gente vai chegando em todas essas questões de como tem que ser o produto.”

Virei para a mentora: “O que é um MVP? Produto mínimo viável. A gente pega esse MVP, você convida um grupo pequeno de pessoas para experimentar.”

É o mesmo caminho que eu defendo com beta testers sem pré-lançamento: gente real usando cedo.

O feedback decide a hora de vender

Faltava o que fazer com o que o grupo dissesse.

Expliquei: “Essas pessoas vão usar e a gente vai coletar feedback. ‘O que você achou? Ela te ajudou?’ ‘Ah, o ponto fraco dela é esse, o ponto forte é esse.’ O que a gente faz com esses feedbacks?”

E respondi eu mesmo: “O feedback mostrou que o produto está pronto? Vamos começar a vender. O feedback mostrou que o produto precisa de atualização? Vamos atualizar, para depois vender. Mas sempre esse é o objetivo, essa é a jornada que a gente vai seguir. Estamos juntos.”

É assim que a gente trabalha quando um produto precisa ser validado antes de chegar ao mercado.

Se você está montando uma mentoria com IA, amanhã você escolhe algumas pessoas que confiam no seu trabalho e entrega a primeira versão para elas. Depois, escuta e ajusta. Como eu disse naquela reunião: “A gente quer dar certo, a gente não quer estar certo.” Quem seria o seu primeiro grupo?

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