Ícone do WhatsApp Business Fale com a By →
Ícone ByStartup
Powered Logo ByStartup

PWA: o que é e por que testar seu app antes das lojas

Compartilhe

Saber o que é PWA pode poupar meses e boa parte do orçamento de quem tem uma ideia de aplicativo. Quase todo mundo começa pensando nas lojas, e é ali que vão embora tempo e dinheiro antes de saber se a ideia funciona. Foi esse o assunto de uma reunião recente.

Do outro lado estava um empreendedor com a ideia de um aplicativo para uma categoria profissional de nicho, da qual ele mesmo faz parte. As regras do app já estavam desenhadas. Ele queria saber o caminho mais rápido para colocar aquilo na mão de quem usa, sem um investimento grande logo de cara.

PWA: o que é, na prática

Perguntei: “PWA, você sabe o que é PWA? PWA é um aplicativo que na primeira vez você abre ele pela web, só que aí, quando você abre, ele aparece ‘instalar na tela inicial’ e ele vira um aplicativo.”

A pessoa clica em um link, usa, e se gostar, o ícone fica ali do lado dos outros apps. Sem esperar aprovação de loja para começar.

Na mesma conversa, emendei: “O aplicativo pode notificar. Por mais que seja PWA, ele traz push notifications, ele pode te avisar em momentos específicos. É uma coisa que eu estou considerando aqui, do aplicativo ter a possibilidade de funcionar offline. Faz sentido?”

Ele concordou na hora. Para uma primeira versão, aviso no celular e uso sem sinal pesavam mais do que ter o app listado em uma loja.

Por que começar pelo PWA

O ponto que eu queria que ele enxergasse era o tamanho da mudança no jeito de fazer software. Eu disse para ele: “A ideia é só para você entender os grandes diferenciais, como a gente está vivendo uma era totalmente diferente. Esse aplicativo, há um tempo atrás, levaria muitos meses. E você já conseguiu colocar o algoritmo ali na base.”

Continuei: “Você já desenhou as regras de negócio, nós chamamos de regra de negócio na programação. Por isso que em poucos dias eu já consigo te apresentar. E agora a ideia é transformar isso em um aplicativo que vai ficar no bolso ali.”

E fui direto na recomendação: “A minha ideia é a gente inicialmente fazer um PWA, pelo tempo e pelo investimento inicial, e depois a gente pode avançar a hora que você falar: ‘eu quero começar a vender isso no mercado.’ Aí eu acho que faz sentido a gente transformar isso em um app nativo.”

Esse é o raciocínio que eu repito em quase toda conversa sobre produto novo. Antes de validar, o dinheiro colocado em loja e em versão para dois sistemas é aposta. Já escrevi sobre o teste que vem antes de gastar mais em código e ele vale aqui também.

Do PWA ao app nativo sem refazer

Ele quis saber o que acontece depois. Respondi: “E o código é reaproveitável. Eu consigo pegar o PWA que a gente vai fazer inicialmente e depois transformar ele mesmo em um aplicativo com investimento bem menor. Não é fazer o projeto de novo do zero, é usar aquilo que já estava feito e mudar ele de plataforma. Ele vira app nativo nas lojas, por exemplo.”

Esse ponto costuma destravar a decisão. O medo de quem começa pela web é jogar trabalho fora lá na frente, e o PWA vira a base do app que vai para a loja.

Quando chegar essa hora, vale cuidar de um detalhe que muita gente esquece: a conta de desenvolvedor precisa estar no nome do dono do aplicativo.

Também deixei claro o que muda com o crescimento: “A única coisa aqui de hospedagem: é claro que, quando for para o mercado, quanto mais pessoas utilizando, mais você vai ter que investir em hospedagem. Mas é proporcional também ao contexto. É importante falar isso.”

Testar no uso antes de ir para o ar

Propus um período de teste lado a lado: “Em um primeiro momento, você usar o teu método tradicional e em paralelo o aplicativo, e a gente fazer essa comparação até a gente ter essa segurança de que ele pode ir para o game, vamos dizer assim. Você compara ali os resultados, para que então você tenha essa certeza de que esse aplicativo pode ir para o ar.”

O PWA ajuda muito nessa fase. A versão nova chega no celular dele sem esperar loja, e o ajuste pedido hoje já está lá amanhã.

Foi o que eu disse: “E quando você usar o app no dia a dia, você pode levantar algumas questões, assim: ‘ah, isso aqui acho que seria melhor assim, esse botão, se clicar mais fácil aqui de abrir uma janela, eu acho que fica mais rápido.’ A minha proposta não é vender horas de programação, é desenvolver o que realmente funciona, o que você precisa.”

No meio disso, a conversa foi para o papel da tecnologia no trabalho de quem vai usar o app.

Eu disse: “A gente aqui entende que a tecnologia vem para trazer inovação e facilidades. Mas por que não usar a tecnologia a nosso favor? Eu gosto muito do conceito de ciborgue, a capacidade de um ser humano junto com a capacidade da IA, mas entender que a IA sem o ser humano não é nada. Mas um humano sem a IA também não tem alta performance.”

E deixei a porta aberta: “E depois você pode virar um case. É muito fácil você vender quando você é um case. Você já é um profissional que compraria essa solução, e imagina que outras pessoas como você podem ter o mesmo interesse. Você trouxe ali algo que você desenvolveu, um manual que antes era na planilha, talvez era feito até em um rascunho na mão.”

Quando a ideia está nesse ponto, com a regra desenhada e nada publicado, o meu conselho é colocar um PWA no celular de quem usa antes de pensar em loja. É por aí que começa o que a gente faz quando um negócio precisa validar uma ideia.

Qual seria a menor versão do app que já cabe no bolso de alguém?

Compartilhe

Inscreva-se na newsletter do Pense Startup

Receba insights e conteúdos frequentes sobre mkt, tecnologia e negócios.